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Atividade Física e Doenças Cardiovasculares

A atividade física sempre fez parte da vida do Homem. No entanto, a recente evolução tecnológica tem provocado uma diminuição da necessidade de movimento. Como consequência, observamos um aumento do número de pessoas com doenças cardiovasculares. Será a atividade física o remédio milagroso que temos vindo a negligenciar?

Ao longo dos anos, a atividade física tem conquistado um lugar fulcral nas discussões sobre saúde pública. Se por um lado, existem evidências que defendem a prática regular de atividade física como um meio básico de promoção de saúde, por outro, vários são os dados que expõe a ausência de movimento como um dos principais agentes no desenvolvimento de várias enfermidades (Mendes et al., 2011). 

Como todos sabemos, o recente progresso civilizacional e tecnológico tem contribuído para a transformação das nossas rotinas diárias, hoje, mais orientadas para uma menor atividade física.  Esta redução observada, por sua vez, caracteriza uma nova condição comportamental designada de sedentarismo (Paffenbarger et al., 2001). 

Atualmente, a Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 40% a 60% da população da União Europeia tenha um estilo de vida sedentário, ou seja, inativo. Contudo, a prevalência de estilos de vida sedentários encontra-se associada a várias consequências negativas, nomeadamente a prejuízos económicos excessivos no tratamento de várias patologias derivadas, entre as quais, as doenças cardiovasculares (de Jesus et al., 2017).

As doenças cardiovasculares caracterizam-se por um conjunto de patologias que podem afetar não só o coração como também os vários vasos sanguíneos, manifestando-se de diferentes formas (Bourbon et al, 2016). Embora distintas, quase todas as doenças cardiovasculares são provocadas pela aterosclerose, ou seja, pelo depósito de placas de gordura e cálcio no interior das artérias, dificultando assim a normal circulação sanguínea (Bourbon et al, 2016). Quando presente nas artérias coronárias, a aterosclerose tende a originar angina de peito ou enfarte do miocárdio. Quando manifestada nas artérias cerebrais, a aterosclerose poderá provocar alterações de memória, tonturas ou acidentes vasculares cerebrais (Bourbon et al, 2016). 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (2017), as doenças cardiovasculares surgem como a principal causa de morte em todo o mundo, matando cerca de 17.7 milhões de pessoas por ano, ou seja, 31% de todas as mortes. Vários são os fatores promotores desta patologia, como a obesidade, a hipertensão ou a dislipidemia. No entanto, o sedentarismo evidencia-se como o principal, pois encontra-se associado ao desenvolvimento de todos os outros.

Como referido anteriormente, a inatividade física é responsável pelo aumento do número de pessoas que sofrem de patologias cardiovasculares. Assim, é importante compreender o papel da atividade física diária como ferramenta fulcral na redução da mortalidade causada por esta patologia. De facto, a atividade física regular previne o aparecimento de vários fatores de risco, como os diabetes mellitus, a hipertensão e a obesidade (Erikssen, 2001). Por exemplo, a regularidade da prática de atividade física parece causar a diminuição da hiperglicemia após ingestão calórica, devido à maior necessidade de utilização da glicose por parte das células corporais, nomeadamente por parte das celulares musculares, o que auxilia no controlo dos níveis de glicose sanguínea e, por conseguinte, na diminuição da probabilidade de desenvolvermos diabetes (García e González-Jurado, 2017).  Além disso, muitos estudos apoiam a premissa de que uma boa aptidão física, especialmente da força muscular e da capacidade cardiorrespiratória, está relacionada com níveis de adiposidade mais baixos e, um menor risco cardiovascular (Erikssen, 2001). O mesmo é aplicado no que diz respeito à eletroestimulação muscular integral. Várias são as investigações já realizadas que apoiam a prática de eletroestimulação muscular integral como um método seguro e efetivo não só na melhoria da condição física por parte de doentes com insuficiência cardíaca como também na prevenção de fatores de risco e outras doenças cardiometabólicas (de Araújo et al., 2012; Wittmann et al., 2016).

Tendo por base os pontos anteriormente referidos, mais uma vez focamos na importância de aumentar o tempo de atividade física. Apesar de todos os fatores nos conduzirem para o sedentarismo, a escolha por um estilo de vida ativo e saudável ainda continua a ser nossa. Quer seja através dos nossos treinos de eletroestimulação ou dos nossos planos eBody Home, a eBody estará sempre disponível para ajudá-lo a atingir os seus objetivos, mas sobretudo a cuidar da sua saúde! 

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